Paraíso do Zêzere
Zaboeira
Vila de Rei
O nome não parece muito criativo mas denota a paixão verdadeira pelo rincão escondido onde tudo aconteceu. A mínima localidade de Zaboeira junto ao Zêzere.
D. Ilda na cozinha, e seu filho Pedro, na sala, tornaram este Restaurante um dos meus pousos secretos de qualidade e lavagem de alma.
Espaço amplo demasiado até para o abrigo que eu gostaria de sentir. Mas uma particularidade ambiente dificílima de encontrar - fundo ambiente sempre e exclusivamente de musica clássica, com preferência por musica italiana e barroco. Como escorrega bem tal companhia para os pratos de sabor que nos regalam...
Para mim só as entradas já seriam pecado suficiente pois a zona de enchidos neste pais tem uma representação de grande qualidade na floresta central ou, se quiserem na região templaria.
Caminhos.
Para mim, vou por Tomar e Ferreira do Zêzere e ando mais uma dúzia de kms se tanto, viro à esquerda. Mas passando o rio, o concelho já é Vila de Rei. Pode optar por seguir a A23 e virar em Abrantes para a Sertã. Só que o troço desde a sede de concelho até lá a baixo à Zaboeira é curvo e complicado. Há que descer ate à barragem, mesmo ali, em pleno Castelo de Bode e então ficar por ali, contemplando a agua e a floresta, ouvindo Vivaldi Albinoni Salieri ou Mozart e saboreando a melhor sopa de peixe do mundo.
Normalmente peço achegã grelhado com molho de coentros que para mim é divinal mas escolha por si e vai seguramente prometer voltar.
Serviço cinco estrelas no meio de coisa nenhuma, selecção de musica de fundo superlativa, confecção feita com amor. Que mais pedir?
Silencio - que este é um dos sítios que é só para amigos e gente de gosto...
Sala/Mobiliário ***; Porções***; Tempo de espera***; Confecção *****; Serviço *****; WC *** * Estacionamento ***; Ambiente ****; Grau de satisfação geral *****
Preço $$$
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Café Correia
Rua do Correio
Vila do Bispo
Manda a justiça que, mesmo sem a periodicidade nem a regularidade que eu próprio desejaria, passe por aqui tal como o chef passa pelos tachos rectificando temperos e dando verdade aos seus piteus.
Assim, também eu desejava reafirmar a seguinte verdade universal - ninguém é igual todos os dias. Isto vem a propósito de algumas criticas aqui efectuadas em que - precisamente por se tratar de cozinha alternativa, artesanal e familiar - as coisas estão especialmente sujeitas a não correrem bem um dia e revelarem capacidades excepcionais noutros dias.
Vem isto a propósito de algumas visitas em que hoje, relendo a critica efectuada, infelizmente alguma injustiça haverá; tanto no elogio - que deixou de ser justificado, por se ter caído na vulgaridade e no desleixo, deixando factores pessoais interferirem na qualidade da restauração e na imaginação e disponibilidade criativa das pessoas, como na critica negativa, por algumas coisa terem melhorado com o tempo. Vejamos:- não há injustiça de minha parte, pois naquele momento e naquela hora e naquela visita, contei tudo o que senti e fui, como sempre, honesto. Mas fenómenos evolutivos em alguns casos - infelizmente a maioria...involutivos - perderam o fulgor das primeiras horas e o clima de tertúlia que os notabilizavam. Alguns por aqui estarão que são disso exemplo. Flutuam demais.
Mas há um espaço de memoria bem negativa, a que, pelo contrario, regressei uns muitos anos depois, e desta feita só posso dizer bem. A visita foi numa condição bem diferente da primeira vez - esta como convidado de honra do Município e do seu Presidente, no dia do Município, precisamente...- e lá reentrei no Café Correia, Vila do Bispo, onde a pecha de um atendimento historicamente antipático, delirante, mal educado e sistemático me impediu de entrar vários anos. E tudo se tornou diferente.
Fui desta vez surpreendido com o esforço de uma cortesia exemplar e uma qualidade gastronómica muito apurada, tanto na sopa de peixe, como na potra recheada caseira, como no xarem, para quem goste, nas favas cozidas e sobretudo no sabor da massa com peixe - coisa de que nem sequer sou especialmente fan - e da tomatada de polvo, excepcional. Tudo fazendo esquecer o coelho com batata cozida insosso e sem graça que, um dia, depois de muito ser insultado e maltratado, há muitos anos lá comera. Nada me custa menos que retirar pois ao Café Correia o labéu de local interdito e amaldiçoado para sempre. De facto -talvez aconselhado de dentro para fora...- verifico que alguém houve que teve o discernimento e o bom senso de fazer encaminhar as coisas para um trajecto apenas normal de cortesia que se impõe entre clientes e pessoal de serviço (neste caso a própria família proprietária ) do restaurante. O que, em conjunto com a qualidade da gastronomia do chefe - o pai Correia, o cair em si da proprietária e a progressiva influencia do filho do casal, como intermediario de bom senso, só podem beneficiar e manter este espaço como porta de referencia gastronómica no barlavento algarvio. Oxalá.
Ali bem perto, aliás, para mim, ainda cumpre uma "pena" de mais de dez anos já, a Tasca de Sagres, de onde no Verão se desfruta de uma das mais maravilhosas vistas do Algarve para se jantar cedo, mas onde infelizmente, tanto o tempo de serviço, como a qualidade de comida, os jogos cúmplices e aldrabonicos com as marcações das mesas com melhor vista e a grosseria que ouvi de algumas observações do pessoal me têm impedido de entrar, enquanto me recordar dessas ultimas vezes em que lá fui, há tanto tempo já. Mas enfim.
Dez anos decorridos, já é tempo, e um dia destes lá irei experimentar de novo, para ver se aprenderam alguma coisa. Primeiro porque o pessoal muda, e depois porque a vida ensina-nos coisas...
E terei todo o gosto em rectificar classificação com alegria, se isso acontecer, tal como desta vez o faço - não deslumbradamente mas por verdadeiro merecimento humano e culinário - ao Café Correia de Vila do Bispo.
Resumo
Sala/Mobiliário ***; Porções***; Tempo de espera**; Confecção *****; Serviço ***; WC *** Estacionamento **; Ambiente ***; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$/$
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Mas afinal, comer nas Pousadas... nunca?!
Restaurante da Pousada Conde de Ourem
zona histórica do Castelo
Ourem
Ao que parece, é timbre das Pousadas de Portugal na sua tradição de restaurantes, que se coma estupidamente caro, sem qualidade nem no serviço, nem na cozinha, nem nada que se pareça com um bom restaurante.
Inclusive falha-se também na escolha das salas principais de restauração, quantas vezes ocultas e interiores, onde poderia e deveria haver uma vista soberba, - pois normalmente as Pousadas correspondem a sítios belíssimos - para q uma refeição fosse, como mandam as regras do prazer completo, um exercício agradável a todos os sentidos.
Não comi em muitas, por recorrentemente verificar o q já disse. Mas mesmo assim, já almocei ou jantei em várias, pelo país fora - Alcácer do Sal, Monsanto, Srª da Oliveira, Santiago do Cacem, Qª da Ortiga, Alvito, a extinta Castelo de Bode, Marvão, - estas 2 ultimas com vistas amplas, vá lá...- Flor da Rosa, Amares,...isto q me lembre agora, mais haverão.
mas contando
1º chego e pergunto na Recepção onde é o Restaurante dizem-me q se calhar nem está aberto. Olho para o relógio e são 1h e 15m pm! Quem tem de saber se está aberto? Eu?! Incrível forma de se receber alguém...
2º Bom...o restaurante lá dentro, está quase indetectavel e sem indicação - tem de se descer um lanço de escadas e subir uns três outros torcidos lanços até se chegar lá! Espantoso! Indescritível! Um deficiente, por exemplo, nem pensar em lá ir! Bravo! Que inteligência!
3º a funcionaria abre a porta, portanto, perto da 1h e 20m!... e ainda apresenta um ar entre o estremunhado e o apanhada naquela reacção de, afinal, hoje não haver folga - só por causa dum chato de um cliente. Poucos mais viria a ter com efeito. Pq será?
4º pedi a carta e o Menu é pobre de escolhas, portanto, tive cuidado... pois poderia ficar ali horas à espera, pelo q fui pelo menu obrigatório da CEE, estipulado a 28€.
5º vista não havia - num alto daqueles e com paisagem tão bonita lá fora...- pequeníssimas janelas mal deixavam entrar a luz. Musica de jazz... frenético. Nada a ver com nada...
6º passado um momento veio uma pasta de barrar pão irreconhecível, umas azeitonas meio passadas e um pacote de manteiga com pão.
7ºa empregada aparece pouco depois e pede desculpa, mas o chefe manda dizer q a alface não esta em condições ...para eu dizer se os pasteis de bacalhau previstos como entrada, podiam ser com grelos salteados...
8º se um Restaurante nem sequer tem alface fresca em condições... acho eu q o melhor é ir embora ou fechar a porta pois nem uma salada pode fazer! Por outro lado, é, no mínimo, ao chefe q compete resolver o q acompanharia os pasteis de bacalhau, claro! não a mim! ... mas enfim... fiquei E PEDI PARA Q NÃO FOSSEM GRELOS... erva acre de minha pessoal antipatia
9º os pasteis foram feitos na hora e estavam bem; vieram com broculos não salteados.
10º o polvo demorou, ao contrario do q me fora explicado, nunca viu forno, so se foi micro ondas, vinha fervido de aquecer, ainda a deitar agua do canal tentacular e sobre cama de espinafres e batata a lagareiro. Estava um pouco insosso e sem graça 3 meios tentáculos apenas. comeu-se...
11º a sobremesa era obrigatoriamente Pudim abade de priscos ...para um menu de 30 € esperar-se-ia umas 2 ou 3 alternativas, no mínimo! Veio feito em boião virado tipo porção racionada onde se esperaria uma generosa fatia...
12 Pagar no fim ...dizem-me q não podia ali - só na Recepção. Estranho! resultado: o pessoal de mesa ficou sem gorjeta... entretanto, foi-me explicado na recepção q a factura só com uma entrada na parte informática q era + complexa e demorava tempo. Sim, demorou bastante - 16 minutos a chegar!
vc voltava?
Faça como entender - eu não.
Com agua entradas e café foram mais de 30 e tantos euros deitados a paisagem.
Essa sim, valeu a pena, cá fora.
Se quiser, vá à parte histórica, sim senhor, visite o castelo e tome um café numa casinha de chá com esplanada que há por ali, numa rua estreitinha. Isso sim.
Qualquer boa tosta mista vale mais q a experiência pseudo gourmand de uma politica de restauração errada q as Pousadas continuam a persistir em apresentar-nos!
valores? eu nem classifico isto. nao merece o trabalho.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Amigos de Baco - Est Nac. 125 Chinicato , LAGOS
...E um doce acaso me moveu a experimentar parar, um dia destes!...
Achava graça, ao passar na estrada, a uma ardósia escolar e ao tipo de pratos criativos e sempre diversos nela anunciado.
O mestre Joao Calado é um daqueles chefes empurrado pelos amigos a abrir um Restaurante.
Em boa hora o fez.
Nunca comi na minha vida uma massada de sapateira como a dele. Uma barriga de borrego de tomatada, um polvo de piri piri, uma cabeça de safio à Bulhão Pato, uma abrótea arripiada, um pato no forno à antiga com aquele sabor, umas ameijoas de pimenta abertas no ponto certo... enfim um nunca acabar de coisas de delicia e criatividade.
Até as iscas de alho que nunca foram de meu especial carinho estavam, confesso, fabulosas.
Entradas de figo com presunto cru, já experimentou? Pois...
Optima selecção de vinhos, ou nao fosse o nome do Restaurante.
Bom estacionamento e sala arejada e luminosa, sem luxos mas eficaz.
A experimentar sempre, se passar em Lagos.
Resumo
Sala/Mobiliário **; Porções***; Tempo de espera**; Confecção *****; Serviço ***; WC *** Estacionamento ***; Ambiente ***; Grau de satisfação geral ****
Preço $$
Achava graça, ao passar na estrada, a uma ardósia escolar e ao tipo de pratos criativos e sempre diversos nela anunciado.
O mestre Joao Calado é um daqueles chefes empurrado pelos amigos a abrir um Restaurante.
Em boa hora o fez.
Nunca comi na minha vida uma massada de sapateira como a dele. Uma barriga de borrego de tomatada, um polvo de piri piri, uma cabeça de safio à Bulhão Pato, uma abrótea arripiada, um pato no forno à antiga com aquele sabor, umas ameijoas de pimenta abertas no ponto certo... enfim um nunca acabar de coisas de delicia e criatividade.
Até as iscas de alho que nunca foram de meu especial carinho estavam, confesso, fabulosas.
Entradas de figo com presunto cru, já experimentou? Pois...
Optima selecção de vinhos, ou nao fosse o nome do Restaurante.
Bom estacionamento e sala arejada e luminosa, sem luxos mas eficaz.
A experimentar sempre, se passar em Lagos.
Resumo
Sala/Mobiliário **; Porções***; Tempo de espera**; Confecção *****; Serviço ***; WC *** Estacionamento ***; Ambiente ***; Grau de satisfação geral ****
Preço $$
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
chez Clement - Montparnasse - Paris
um restaurante de charme, onde aconchego, decoração elegante e qualidade gastronomica se conjugam
tempo de atendimento muito razoavel para o habitual num espaço semelhante num dia de Ano Novo e casa cheia
o meu risotto do mar esteve soberbo com St jacques (vieiras) no ponto - quantidade minima claro, mas nao estamos no Moules en folie... onde a paella para dois dá para tres...- e filete de dourada era de optima confecção.
Eu vestiria o pessoal de outro modo - o avental as risquinhas é demasiado largo e fica muito mal, sobretudo ao pessoal feminino que mais parece ter estado a lavar a loiça e vir ali dar uma ajuda na sala.
Unica nota de mau gosto.
Nas sobremesas estiveram bem tanto o diplomata como o baba au rum
Preço a condizer mas mesmo assim , dependendo dos vinhos claro,... abaixo da Coupole, logo ali ao lado.
Ambiente **** Preço $$$$ Confecção **** Satisfação **** estacionamento ***
tempo de atendimento muito razoavel para o habitual num espaço semelhante num dia de Ano Novo e casa cheia
o meu risotto do mar esteve soberbo com St jacques (vieiras) no ponto - quantidade minima claro, mas nao estamos no Moules en folie... onde a paella para dois dá para tres...- e filete de dourada era de optima confecção.
Eu vestiria o pessoal de outro modo - o avental as risquinhas é demasiado largo e fica muito mal, sobretudo ao pessoal feminino que mais parece ter estado a lavar a loiça e vir ali dar uma ajuda na sala.
Unica nota de mau gosto.
Nas sobremesas estiveram bem tanto o diplomata como o baba au rum
Preço a condizer mas mesmo assim , dependendo dos vinhos claro,... abaixo da Coupole, logo ali ao lado.
Ambiente **** Preço $$$$ Confecção **** Satisfação **** estacionamento ***
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Zi'Ntonio mare - Marina Grande - Sorrento - Italia
Há sitios onde se vai uma vez na vida só porque.
Se tornarei a Sorrento (Sorriento para o dialecto napolitano) não sei; mas fica aqui a memória gustativa o retrato palatal de tal passagem em Restaurante/esplanada de sonho, em sitio de previlégio, ao fim duma tarde de Verão, apaixonado e a dois, como se a vida não tivesse chatices nem amanhã.
Toalhas adamascadas, serviço entre o granfino e o eterno trapalhão italiano, onde o factor humano acabaria por triunfar, quando descoberto foi que eramos portugueses postos ali, no fim da Costa de Amalfi, cumplices de sempre nestas coisas de saber saborear e ver o mar.
O pão judaico - boccacia - lembra a proximidade mediterranica e as cumplicidades da História, enquanto um delicioso branco Fiano 2007, Cantina del Taburno cria o ambiente perfumado de sabores.
A antipasta obrigatoria trazia delicias do mar à casa e o risotto de peixes S. Pietro foi de comer e chorar por mais. A fantasia do mar trazia lulas, mexilhao, camarões e polvo com salsa picada.
Ao fim da refeição Torna a Sorriento melancolico, entre outros temas napolitanos troaram na noite a beira mar, trazidas pela orquestra da casa. O patrão veio à mesa conhecer-nos e fazer simpatia, tal como o chefe, coisa q por cá nem sempre lembra.
Na sobremesa, compartilhamos tarte de moranguitos bebés a saber a morango e um delicioso conjunto atartado de figos, nozes e babá, dá para imaginar?...
Juntem a tudo isto o Verão. O golfo de Sorrento, ali mesmo, frente à Capri, onde, no dia seguinte, iriamos fazer compras, quase encontrando o "nosso" Ronaldo, andava ele encantado com a Nereida - isto é, ainda não tinha percebido bem o que ela queria dele...
Ora bem, tudo somado... vinte valores é pouco.
Há noites que nunca esquecem, com efeito.
Repito.
Se torno a Sorrento, como na conhecida ária napolitana, não sei.
Mas vontade, nunca me vai faltar...
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções***; Tempo de espera****; Confecção ****; Serviço ****; WC *** Estacionamento *; Ambiente *****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$$$
Se tornarei a Sorrento (Sorriento para o dialecto napolitano) não sei; mas fica aqui a memória gustativa o retrato palatal de tal passagem em Restaurante/esplanada de sonho, em sitio de previlégio, ao fim duma tarde de Verão, apaixonado e a dois, como se a vida não tivesse chatices nem amanhã.
Toalhas adamascadas, serviço entre o granfino e o eterno trapalhão italiano, onde o factor humano acabaria por triunfar, quando descoberto foi que eramos portugueses postos ali, no fim da Costa de Amalfi, cumplices de sempre nestas coisas de saber saborear e ver o mar.
O pão judaico - boccacia - lembra a proximidade mediterranica e as cumplicidades da História, enquanto um delicioso branco Fiano 2007, Cantina del Taburno cria o ambiente perfumado de sabores.
A antipasta obrigatoria trazia delicias do mar à casa e o risotto de peixes S. Pietro foi de comer e chorar por mais. A fantasia do mar trazia lulas, mexilhao, camarões e polvo com salsa picada.
Ao fim da refeição Torna a Sorriento melancolico, entre outros temas napolitanos troaram na noite a beira mar, trazidas pela orquestra da casa. O patrão veio à mesa conhecer-nos e fazer simpatia, tal como o chefe, coisa q por cá nem sempre lembra.
Na sobremesa, compartilhamos tarte de moranguitos bebés a saber a morango e um delicioso conjunto atartado de figos, nozes e babá, dá para imaginar?...
Juntem a tudo isto o Verão. O golfo de Sorrento, ali mesmo, frente à Capri, onde, no dia seguinte, iriamos fazer compras, quase encontrando o "nosso" Ronaldo, andava ele encantado com a Nereida - isto é, ainda não tinha percebido bem o que ela queria dele...
Ora bem, tudo somado... vinte valores é pouco.
Há noites que nunca esquecem, com efeito.
Repito.
Se torno a Sorrento, como na conhecida ária napolitana, não sei.
Mas vontade, nunca me vai faltar...
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções***; Tempo de espera****; Confecção ****; Serviço ****; WC *** Estacionamento *; Ambiente *****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$$$
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A Tulha - Rua Formosa - Ponte de Lima

É um espaço lindo, de pedras em granito aparentes e comida do norte, genuína e sem inventar. Dos melhores a fazer papas de sarrabulho, com a tripa enfarinhada e o sangue cozido, a negra de cebola, as carnes, tudo como pertence e as feijoadas a sério, daqueles em que choramos no fim por termos de acabar.
Em Ponte de Lima há um ambiente permanente que conduz ao prazer da mesa. O convívio dos bons amigos no Norte faz-se disso. E tem Restaurantes preciosos como o clássico e distinto Carvalheira; o popular Sonho do Capitão, ali bem perto; a Encanada - da terrível Rosinha, uma querida amiga; o Açude, de vista para o Rio Lima, que pertence ao sr prior, homem que, nas horas de intervalo da fé, é o dono cauteloso e quase diria jesuítico e minucioso, como é preciso; o escondido Manuel Padeiro, enfim, tantos outros.
Todos com uma decoração regional e vistas interiores ou exteriores, por vezes esplanadas agradáveis, que conferem dignidade às salas de prazer.
Eu devo adiantar que sou suspeito ao falar de Ponte de Lima, que é quase como uma terra adoptiva para mim, tantos e tão bons são os amigos que por lá tenho. Mas um dia com tempo , se puderem subam a rampinha e vão à Tulha.
Não nas Feiras Novas, carago! Aí é de dar em doido, e só com reserva de alto gabarito e elevados empenhos. Por outro lado, as carnes são sempre boas e o medalhão da casa derrete-se na boca. Acompanhei com um Quinta da Peceguina branco que esteve divinal. E houve tempo para provar uns pasteis de bacalhau de entrada que eram muito bem feitos e presunto cortado na hora, que cumpriu perfeitamente.
Mas de preferência, claro, vá durante o ano, sem romarias. Sente-se e deixe-se conduzir. Vai sempre gostar.
Um dia, nas Feiras Novas, perguntei ao chefe Rogério quando fechava a cozinha; e ele respondeu-me com aquele ar de quem já sabe bem o que é resistir até ao fim : Só quando adormecer!
É assim o povo do Norte. Festeiro até cair. Na ultima vez que lá fui 400 tocadores de concertina tocavam pelas ruas na noite de sábado maior das Festas. Inesquecível.
Garrafeira não muito ampla, mas de qualidade. Poucos vinhos alentejanos, a meu ver. Espaço muito bonito, com classe. Serviço sempre simpático mesmo nas enchentes.
Amesendação bem feita, guardanapos de pano a pedido, sobremesas caseiras. Estacionamento muito difícil, a não ser que, como eu, seja convidado do Presidente e ande num daqueles carrinhos eléctricos que passam por todo o lado...
Preço médio a superior dependendo da escolha dos vinhos.
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções****; Tempo de espera**; Confecção ****; Serviço ***; WC *** Estacionamento *; Ambiente ****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$
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