terça-feira, 9 de agosto de 2011
Mas afinal, comer nas Pousadas... nunca?!
Restaurante da Pousada Conde de Ourem
zona histórica do Castelo
Ourem
Ao que parece, é timbre das Pousadas de Portugal na sua tradição de restaurantes, que se coma estupidamente caro, sem qualidade nem no serviço, nem na cozinha, nem nada que se pareça com um bom restaurante.
Inclusive falha-se também na escolha das salas principais de restauração, quantas vezes ocultas e interiores, onde poderia e deveria haver uma vista soberba, - pois normalmente as Pousadas correspondem a sítios belíssimos - para q uma refeição fosse, como mandam as regras do prazer completo, um exercício agradável a todos os sentidos.
Não comi em muitas, por recorrentemente verificar o q já disse. Mas mesmo assim, já almocei ou jantei em várias, pelo país fora - Alcácer do Sal, Monsanto, Srª da Oliveira, Santiago do Cacem, Qª da Ortiga, Alvito, a extinta Castelo de Bode, Marvão, - estas 2 ultimas com vistas amplas, vá lá...- Flor da Rosa, Amares,...isto q me lembre agora, mais haverão.
mas contando
1º chego e pergunto na Recepção onde é o Restaurante dizem-me q se calhar nem está aberto. Olho para o relógio e são 1h e 15m pm! Quem tem de saber se está aberto? Eu?! Incrível forma de se receber alguém...
2º Bom...o restaurante lá dentro, está quase indetectavel e sem indicação - tem de se descer um lanço de escadas e subir uns três outros torcidos lanços até se chegar lá! Espantoso! Indescritível! Um deficiente, por exemplo, nem pensar em lá ir! Bravo! Que inteligência!
3º a funcionaria abre a porta, portanto, perto da 1h e 20m!... e ainda apresenta um ar entre o estremunhado e o apanhada naquela reacção de, afinal, hoje não haver folga - só por causa dum chato de um cliente. Poucos mais viria a ter com efeito. Pq será?
4º pedi a carta e o Menu é pobre de escolhas, portanto, tive cuidado... pois poderia ficar ali horas à espera, pelo q fui pelo menu obrigatório da CEE, estipulado a 28€.
5º vista não havia - num alto daqueles e com paisagem tão bonita lá fora...- pequeníssimas janelas mal deixavam entrar a luz. Musica de jazz... frenético. Nada a ver com nada...
6º passado um momento veio uma pasta de barrar pão irreconhecível, umas azeitonas meio passadas e um pacote de manteiga com pão.
7ºa empregada aparece pouco depois e pede desculpa, mas o chefe manda dizer q a alface não esta em condições ...para eu dizer se os pasteis de bacalhau previstos como entrada, podiam ser com grelos salteados...
8º se um Restaurante nem sequer tem alface fresca em condições... acho eu q o melhor é ir embora ou fechar a porta pois nem uma salada pode fazer! Por outro lado, é, no mínimo, ao chefe q compete resolver o q acompanharia os pasteis de bacalhau, claro! não a mim! ... mas enfim... fiquei E PEDI PARA Q NÃO FOSSEM GRELOS... erva acre de minha pessoal antipatia
9º os pasteis foram feitos na hora e estavam bem; vieram com broculos não salteados.
10º o polvo demorou, ao contrario do q me fora explicado, nunca viu forno, so se foi micro ondas, vinha fervido de aquecer, ainda a deitar agua do canal tentacular e sobre cama de espinafres e batata a lagareiro. Estava um pouco insosso e sem graça 3 meios tentáculos apenas. comeu-se...
11º a sobremesa era obrigatoriamente Pudim abade de priscos ...para um menu de 30 € esperar-se-ia umas 2 ou 3 alternativas, no mínimo! Veio feito em boião virado tipo porção racionada onde se esperaria uma generosa fatia...
12 Pagar no fim ...dizem-me q não podia ali - só na Recepção. Estranho! resultado: o pessoal de mesa ficou sem gorjeta... entretanto, foi-me explicado na recepção q a factura só com uma entrada na parte informática q era + complexa e demorava tempo. Sim, demorou bastante - 16 minutos a chegar!
vc voltava?
Faça como entender - eu não.
Com agua entradas e café foram mais de 30 e tantos euros deitados a paisagem.
Essa sim, valeu a pena, cá fora.
Se quiser, vá à parte histórica, sim senhor, visite o castelo e tome um café numa casinha de chá com esplanada que há por ali, numa rua estreitinha. Isso sim.
Qualquer boa tosta mista vale mais q a experiência pseudo gourmand de uma politica de restauração errada q as Pousadas continuam a persistir em apresentar-nos!
valores? eu nem classifico isto. nao merece o trabalho.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Amigos de Baco - Est Nac. 125 Chinicato , LAGOS
...E um doce acaso me moveu a experimentar parar, um dia destes!...
Achava graça, ao passar na estrada, a uma ardósia escolar e ao tipo de pratos criativos e sempre diversos nela anunciado.
O mestre Joao Calado é um daqueles chefes empurrado pelos amigos a abrir um Restaurante.
Em boa hora o fez.
Nunca comi na minha vida uma massada de sapateira como a dele. Uma barriga de borrego de tomatada, um polvo de piri piri, uma cabeça de safio à Bulhão Pato, uma abrótea arripiada, um pato no forno à antiga com aquele sabor, umas ameijoas de pimenta abertas no ponto certo... enfim um nunca acabar de coisas de delicia e criatividade.
Até as iscas de alho que nunca foram de meu especial carinho estavam, confesso, fabulosas.
Entradas de figo com presunto cru, já experimentou? Pois...
Optima selecção de vinhos, ou nao fosse o nome do Restaurante.
Bom estacionamento e sala arejada e luminosa, sem luxos mas eficaz.
A experimentar sempre, se passar em Lagos.
Resumo
Sala/Mobiliário **; Porções***; Tempo de espera**; Confecção *****; Serviço ***; WC *** Estacionamento ***; Ambiente ***; Grau de satisfação geral ****
Preço $$
Achava graça, ao passar na estrada, a uma ardósia escolar e ao tipo de pratos criativos e sempre diversos nela anunciado.
O mestre Joao Calado é um daqueles chefes empurrado pelos amigos a abrir um Restaurante.
Em boa hora o fez.
Nunca comi na minha vida uma massada de sapateira como a dele. Uma barriga de borrego de tomatada, um polvo de piri piri, uma cabeça de safio à Bulhão Pato, uma abrótea arripiada, um pato no forno à antiga com aquele sabor, umas ameijoas de pimenta abertas no ponto certo... enfim um nunca acabar de coisas de delicia e criatividade.
Até as iscas de alho que nunca foram de meu especial carinho estavam, confesso, fabulosas.
Entradas de figo com presunto cru, já experimentou? Pois...
Optima selecção de vinhos, ou nao fosse o nome do Restaurante.
Bom estacionamento e sala arejada e luminosa, sem luxos mas eficaz.
A experimentar sempre, se passar em Lagos.
Resumo
Sala/Mobiliário **; Porções***; Tempo de espera**; Confecção *****; Serviço ***; WC *** Estacionamento ***; Ambiente ***; Grau de satisfação geral ****
Preço $$
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
chez Clement - Montparnasse - Paris
um restaurante de charme, onde aconchego, decoração elegante e qualidade gastronomica se conjugam
tempo de atendimento muito razoavel para o habitual num espaço semelhante num dia de Ano Novo e casa cheia
o meu risotto do mar esteve soberbo com St jacques (vieiras) no ponto - quantidade minima claro, mas nao estamos no Moules en folie... onde a paella para dois dá para tres...- e filete de dourada era de optima confecção.
Eu vestiria o pessoal de outro modo - o avental as risquinhas é demasiado largo e fica muito mal, sobretudo ao pessoal feminino que mais parece ter estado a lavar a loiça e vir ali dar uma ajuda na sala.
Unica nota de mau gosto.
Nas sobremesas estiveram bem tanto o diplomata como o baba au rum
Preço a condizer mas mesmo assim , dependendo dos vinhos claro,... abaixo da Coupole, logo ali ao lado.
Ambiente **** Preço $$$$ Confecção **** Satisfação **** estacionamento ***
tempo de atendimento muito razoavel para o habitual num espaço semelhante num dia de Ano Novo e casa cheia
o meu risotto do mar esteve soberbo com St jacques (vieiras) no ponto - quantidade minima claro, mas nao estamos no Moules en folie... onde a paella para dois dá para tres...- e filete de dourada era de optima confecção.
Eu vestiria o pessoal de outro modo - o avental as risquinhas é demasiado largo e fica muito mal, sobretudo ao pessoal feminino que mais parece ter estado a lavar a loiça e vir ali dar uma ajuda na sala.
Unica nota de mau gosto.
Nas sobremesas estiveram bem tanto o diplomata como o baba au rum
Preço a condizer mas mesmo assim , dependendo dos vinhos claro,... abaixo da Coupole, logo ali ao lado.
Ambiente **** Preço $$$$ Confecção **** Satisfação **** estacionamento ***
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Zi'Ntonio mare - Marina Grande - Sorrento - Italia
Há sitios onde se vai uma vez na vida só porque.
Se tornarei a Sorrento (Sorriento para o dialecto napolitano) não sei; mas fica aqui a memória gustativa o retrato palatal de tal passagem em Restaurante/esplanada de sonho, em sitio de previlégio, ao fim duma tarde de Verão, apaixonado e a dois, como se a vida não tivesse chatices nem amanhã.
Toalhas adamascadas, serviço entre o granfino e o eterno trapalhão italiano, onde o factor humano acabaria por triunfar, quando descoberto foi que eramos portugueses postos ali, no fim da Costa de Amalfi, cumplices de sempre nestas coisas de saber saborear e ver o mar.
O pão judaico - boccacia - lembra a proximidade mediterranica e as cumplicidades da História, enquanto um delicioso branco Fiano 2007, Cantina del Taburno cria o ambiente perfumado de sabores.
A antipasta obrigatoria trazia delicias do mar à casa e o risotto de peixes S. Pietro foi de comer e chorar por mais. A fantasia do mar trazia lulas, mexilhao, camarões e polvo com salsa picada.
Ao fim da refeição Torna a Sorriento melancolico, entre outros temas napolitanos troaram na noite a beira mar, trazidas pela orquestra da casa. O patrão veio à mesa conhecer-nos e fazer simpatia, tal como o chefe, coisa q por cá nem sempre lembra.
Na sobremesa, compartilhamos tarte de moranguitos bebés a saber a morango e um delicioso conjunto atartado de figos, nozes e babá, dá para imaginar?...
Juntem a tudo isto o Verão. O golfo de Sorrento, ali mesmo, frente à Capri, onde, no dia seguinte, iriamos fazer compras, quase encontrando o "nosso" Ronaldo, andava ele encantado com a Nereida - isto é, ainda não tinha percebido bem o que ela queria dele...
Ora bem, tudo somado... vinte valores é pouco.
Há noites que nunca esquecem, com efeito.
Repito.
Se torno a Sorrento, como na conhecida ária napolitana, não sei.
Mas vontade, nunca me vai faltar...
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções***; Tempo de espera****; Confecção ****; Serviço ****; WC *** Estacionamento *; Ambiente *****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$$$
Se tornarei a Sorrento (Sorriento para o dialecto napolitano) não sei; mas fica aqui a memória gustativa o retrato palatal de tal passagem em Restaurante/esplanada de sonho, em sitio de previlégio, ao fim duma tarde de Verão, apaixonado e a dois, como se a vida não tivesse chatices nem amanhã.
Toalhas adamascadas, serviço entre o granfino e o eterno trapalhão italiano, onde o factor humano acabaria por triunfar, quando descoberto foi que eramos portugueses postos ali, no fim da Costa de Amalfi, cumplices de sempre nestas coisas de saber saborear e ver o mar.
O pão judaico - boccacia - lembra a proximidade mediterranica e as cumplicidades da História, enquanto um delicioso branco Fiano 2007, Cantina del Taburno cria o ambiente perfumado de sabores.
A antipasta obrigatoria trazia delicias do mar à casa e o risotto de peixes S. Pietro foi de comer e chorar por mais. A fantasia do mar trazia lulas, mexilhao, camarões e polvo com salsa picada.
Ao fim da refeição Torna a Sorriento melancolico, entre outros temas napolitanos troaram na noite a beira mar, trazidas pela orquestra da casa. O patrão veio à mesa conhecer-nos e fazer simpatia, tal como o chefe, coisa q por cá nem sempre lembra.
Na sobremesa, compartilhamos tarte de moranguitos bebés a saber a morango e um delicioso conjunto atartado de figos, nozes e babá, dá para imaginar?...
Juntem a tudo isto o Verão. O golfo de Sorrento, ali mesmo, frente à Capri, onde, no dia seguinte, iriamos fazer compras, quase encontrando o "nosso" Ronaldo, andava ele encantado com a Nereida - isto é, ainda não tinha percebido bem o que ela queria dele...
Ora bem, tudo somado... vinte valores é pouco.
Há noites que nunca esquecem, com efeito.
Repito.
Se torno a Sorrento, como na conhecida ária napolitana, não sei.
Mas vontade, nunca me vai faltar...
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções***; Tempo de espera****; Confecção ****; Serviço ****; WC *** Estacionamento *; Ambiente *****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$$$
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A Tulha - Rua Formosa - Ponte de Lima

É um espaço lindo, de pedras em granito aparentes e comida do norte, genuína e sem inventar. Dos melhores a fazer papas de sarrabulho, com a tripa enfarinhada e o sangue cozido, a negra de cebola, as carnes, tudo como pertence e as feijoadas a sério, daqueles em que choramos no fim por termos de acabar.
Em Ponte de Lima há um ambiente permanente que conduz ao prazer da mesa. O convívio dos bons amigos no Norte faz-se disso. E tem Restaurantes preciosos como o clássico e distinto Carvalheira; o popular Sonho do Capitão, ali bem perto; a Encanada - da terrível Rosinha, uma querida amiga; o Açude, de vista para o Rio Lima, que pertence ao sr prior, homem que, nas horas de intervalo da fé, é o dono cauteloso e quase diria jesuítico e minucioso, como é preciso; o escondido Manuel Padeiro, enfim, tantos outros.
Todos com uma decoração regional e vistas interiores ou exteriores, por vezes esplanadas agradáveis, que conferem dignidade às salas de prazer.
Eu devo adiantar que sou suspeito ao falar de Ponte de Lima, que é quase como uma terra adoptiva para mim, tantos e tão bons são os amigos que por lá tenho. Mas um dia com tempo , se puderem subam a rampinha e vão à Tulha.
Não nas Feiras Novas, carago! Aí é de dar em doido, e só com reserva de alto gabarito e elevados empenhos. Por outro lado, as carnes são sempre boas e o medalhão da casa derrete-se na boca. Acompanhei com um Quinta da Peceguina branco que esteve divinal. E houve tempo para provar uns pasteis de bacalhau de entrada que eram muito bem feitos e presunto cortado na hora, que cumpriu perfeitamente.
Mas de preferência, claro, vá durante o ano, sem romarias. Sente-se e deixe-se conduzir. Vai sempre gostar.
Um dia, nas Feiras Novas, perguntei ao chefe Rogério quando fechava a cozinha; e ele respondeu-me com aquele ar de quem já sabe bem o que é resistir até ao fim : Só quando adormecer!
É assim o povo do Norte. Festeiro até cair. Na ultima vez que lá fui 400 tocadores de concertina tocavam pelas ruas na noite de sábado maior das Festas. Inesquecível.
Garrafeira não muito ampla, mas de qualidade. Poucos vinhos alentejanos, a meu ver. Espaço muito bonito, com classe. Serviço sempre simpático mesmo nas enchentes.
Amesendação bem feita, guardanapos de pano a pedido, sobremesas caseiras. Estacionamento muito difícil, a não ser que, como eu, seja convidado do Presidente e ande num daqueles carrinhos eléctricos que passam por todo o lado...
Preço médio a superior dependendo da escolha dos vinhos.
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções****; Tempo de espera**; Confecção ****; Serviço ***; WC *** Estacionamento *; Ambiente ****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
o Poiso do Besouro - Chamusca
Uma sala grande de forro e traves em madeira, à antiga.
Simpatica tertúlia tauromáquica e gastronómica que, desde a sua fundação há talvez uns 30 anos, mantem a culinária do velho Ribatejo da borda de água num nível de preservação de valores e sabores muito digno
Prouve a couve a soco, o bacalhau à chiqüelina (talvez com tomate e pimento a mais mas como eu os compreendo com tantos hectares e hectares de bom tomate e pimento, ali mesmo ao estender da mão no meio dos fabulosos e úberes campos da Chamusca...),a carne de miga temperada como se fosse para chouriço, o bife da casa, a bandarilha etc sao coisas que terá de descobrir devagar; e já agora a entrada de petingas de cebolada é de comer e chorar por mais. As petingas comem-se inteiras.
Espaço de decoração agradavel e comida bem executada. Amesendação e decoração típicas serviço simpático, museu vivo de aficion para os interessados nas coisas dos toiros.
Vinhos da casa satisfazem mas há sempre possibilidade de recorrer a uma carta de vinhos muito apreciavel.
Merece visita com tempo aproveitando um passeio na região templária.
Localização dentro da vila da Chamusca bem assinalada, mas não deixa de estar um pouco escondido.
Parque dificil.
Apreciação
Resumo
Sala/Mobiliário ****; Porções****; Tempo de espera***; Confecção ****; Serviço ***; WC *** Estacionamento *; Ambiente ****; Grau de satisfação geral ****
Preço $$$
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Servir ou nao servir,... eis a questao
Nem sempre acordamos bem dispostos, lindos, extravagantes e com gosto de viver. Mas é preciso ultrapassar a vida, enfrentar a crise, navegar por dentro da esperança e acreditar sempre.
Nem sempre um cliente tem razao, mas há que fazer de conta que sim.
O problema é que na maior parte das vezes o waiter faz-nos esperar, ao contrario do que deveria ser, até pela designação do próprio nome. To wait table é servir com atenção uma mesa, estando atento a todos os sinais que dela emanam.
Assim não aconteça e o fulano não sabe o que deve ser.
Ora em Portugal infelizmente, é vulgar que no Verão - precisamente quando há mais e melhor assédio de clientela supostamente ávida e provida de meios para o consumo...- há uma necessidade de empregados de mesa muito excedente à oferta qualificada. E o cavalheiro que é vagamente pedreiro, motorista, talhante, escriturário, etc, passa a fazer uns biscates, servindo em restaurantes e esplanadas, casamentos, batizados, enfim...onde conseguir.
Nada sabe do q é servir a uma mesa, excepto talvez que tem de levar os pratos e, do melhor jeito que puder, nao entornar as travessas para cima dos clientes.
Tudo o mais passa-lhe ao lado e ninguém lhe ensinou previamente.
Assim servem e retiram pratos pelo lado que der mais jeito, ignoram os clientes, retardam o serviço por negligência ou imbecilidade, buscam com evidentes sinais de enfado enrolar a manta quando a sua hora de saida se aproxima, desconhecem q se deve servir as senhoras da mesa em primeiro lugar, que os pratos devem vir quentes, os copos devem ser postos nos sitios certos, mostrar e dar a provar as garrafas de vinho escolhidas antes de encher os copos do pessoal, evitar excessivas intimidades, ou até, sequer, que não se deve coçar a braguilha nem falar alto, etc
É talvez a grande diferença que nos distingue, infelizmente pela negativa, da chamada Europa civilizada. E ai do que não se chega a dar conta disso. Porque nesse entreacto, está a ter um comportamento fossilizado e alarve na desculpa de um indesculpável e vergonhoso modo de viver nacional, perante o qual não pode haver tolerância. Porque nos afecta a todos.
Para servir a uma mesa é preciso saber. Há já escolas para isso. E quem sabe, por estudo ou experiência, faz a diferença. Quem não sabe nao devia sequer estar ali. Em muitos paises não estaria.
E a ASAE, que é tao atenta a ninharias estúpidas e imbecis, por vezes, nao enxerga uma grosseira enormidade à frente do nariz no que respeita a serviço.
Na hora de nos sentarmos a uma mesa merecemos tudo. Ate porque é suposto nao sairmos dali sem pagar.
Haja senso educação e saber.
Servir ou nao servir - bem - eis a questao
Nem sempre um cliente tem razao, mas há que fazer de conta que sim.
O problema é que na maior parte das vezes o waiter faz-nos esperar, ao contrario do que deveria ser, até pela designação do próprio nome. To wait table é servir com atenção uma mesa, estando atento a todos os sinais que dela emanam.
Assim não aconteça e o fulano não sabe o que deve ser.
Ora em Portugal infelizmente, é vulgar que no Verão - precisamente quando há mais e melhor assédio de clientela supostamente ávida e provida de meios para o consumo...- há uma necessidade de empregados de mesa muito excedente à oferta qualificada. E o cavalheiro que é vagamente pedreiro, motorista, talhante, escriturário, etc, passa a fazer uns biscates, servindo em restaurantes e esplanadas, casamentos, batizados, enfim...onde conseguir.
Nada sabe do q é servir a uma mesa, excepto talvez que tem de levar os pratos e, do melhor jeito que puder, nao entornar as travessas para cima dos clientes.
Tudo o mais passa-lhe ao lado e ninguém lhe ensinou previamente.
Assim servem e retiram pratos pelo lado que der mais jeito, ignoram os clientes, retardam o serviço por negligência ou imbecilidade, buscam com evidentes sinais de enfado enrolar a manta quando a sua hora de saida se aproxima, desconhecem q se deve servir as senhoras da mesa em primeiro lugar, que os pratos devem vir quentes, os copos devem ser postos nos sitios certos, mostrar e dar a provar as garrafas de vinho escolhidas antes de encher os copos do pessoal, evitar excessivas intimidades, ou até, sequer, que não se deve coçar a braguilha nem falar alto, etc
É talvez a grande diferença que nos distingue, infelizmente pela negativa, da chamada Europa civilizada. E ai do que não se chega a dar conta disso. Porque nesse entreacto, está a ter um comportamento fossilizado e alarve na desculpa de um indesculpável e vergonhoso modo de viver nacional, perante o qual não pode haver tolerância. Porque nos afecta a todos.
Para servir a uma mesa é preciso saber. Há já escolas para isso. E quem sabe, por estudo ou experiência, faz a diferença. Quem não sabe nao devia sequer estar ali. Em muitos paises não estaria.
E a ASAE, que é tao atenta a ninharias estúpidas e imbecis, por vezes, nao enxerga uma grosseira enormidade à frente do nariz no que respeita a serviço.
Na hora de nos sentarmos a uma mesa merecemos tudo. Ate porque é suposto nao sairmos dali sem pagar.
Haja senso educação e saber.
Servir ou nao servir - bem - eis a questao
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